Floral entra na rede pública do Rio

ATOS DO PODER LEGISLATIVO

LEI Nº 5.471 DE 10 DE JUNHO DE 2009

ESTABELECE NO AMBITO DO ESTADO DO RIO

DE JANEIRO A CRIAÇÃO DO PROGRAMA DE

TERAPIA NATURAL.

 

O Governador do Estado do Rio de Janeiro

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio

de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

 

Art. 1º- Fica criado o Programa de Terapia Natural para o atendimento da população do Estado do Rio de Janeiro, com vistas ao seu bem estar e a melhoria da qualidade de vida.

 

Art. 2º- Constituem objetivos do Programa de Terapia Natural:

I- a promoção da saúde e a prevenção de doenças através de

práticas que utilizam basicamente recursos naturais.

 

II- a implantação de Terapia Natural junto às unidades de saúde e hospitais públicos do Estado, dentre as suas diversas modalidades, tais como: Massoterapia, Fitoterapia, Terapia Floral, Acupuntura, Hidroterapia, Cromoterapia, Aromaterapia, Oligoterapia, Geoterapia, Quiropraxia, Iridologia, Hipnose, Trofoterapia, Naturologia, Ortomolecular, Ginástica Terapêutica e Terapias da Respiração.

 

III- o estímulo à utilização de técnicas de avaliação energética

das terapias naturais;

IV- a divulgação dos benefícios decorrentes das terapias naturais.

 

Art. 3º- As modalidades terapêuticas adotadas através do Programa de Terapia Natural deverão ser desenvolvidas por profissionais devidamente habilitados e inscritos nos respectivos órgãos de classe municipal, estadual ou federal.

 

Art. 4º- Para o disposto nesta Lei, o Poder Executivo poderá celebrar convênios com órgãos federais e municipais, bem como com entidades representativas de terapeutas naturistas.

 

Art. 5º- Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas suas disposições em contrário.

 

Rio de Janeiro, 10 de junho de 2009

SÉRGIO CABRAL

Governador

Projeto de Lei nº 972/2007

Autoria: Deputada Inês Pandeló

A mensagem das flores

 

 flor-mandalaPor José Joacir dos Santos

Há séculos que pessoas espiritualistas envolvidas com a cura estudam as flores e suas possibilidades de cura. Sim, anteriormente ao estabelecimento da medicina, nos moldes que conhecemos hoje, essas pesquisas já eram feitas por pessoas espiritualistas mais conhecidas como alquimistas, xamãs, bruxos. Somente há quase um século é que foi sistematizado o uso do floral. A história da Medicina Chinesa, muito mais antiga que a história do Brasil, sempre utilizou as flores, frutos, castas, raízes. Na Ásia em geral, até se come flores nas saladas. Há outras tradições, como a história da Persa, onde hoje fica o Irã, com profundo conhecimento de ervas, plantas e flores, assim como como a cultura árabe antes do islamismo famático, sem falar do Egito dos Faraós, a mega do conhecimento esotérico anterior ao aparecimento de Jesus – e onde ele foi treinado em vários aspectos do uso da transmissão da energia de cura universal, ou seja, eletromagnetismo, o mesmo da Terra. Seres humanos e plantas respiram o mesmo ar, se alimentam da mesma energia eletromagnética, tem nascimento, crestimento, produtividade e morte. Não há superioridade de um sobre o outro, há domínio, assim como houve na escravidão dos negros.

A intuição levou o ser humano a ler o desenho ou “assinatura” de cada flor e fazer associações com partes do corpo, órgãos, vísceras, males, doenças, enfermidades do corpo e do espírito. A mediunidade auxiliou e mostrou o que cada flor traz uma mensagem, seja pelo tamanho, desenho geométrico, o perfume ou a ausência dele, as cores, as estações e os lugares em que nascem. Cada espécie vegetal tem uma função e uma missão. Olhar para uma árvore e se colocar no lugar dela como um ser vivo indefeso, sem pernas para correr e sem braços para se defender dos ataques humanos, é de chorar, especialmente porque sabenos que nenhuma planta vive por acaso no planeta. O acaso não existe nem nas nossas vidas diárias, quanto mais na existência de seres de dimensões diferenciadas como as plantas.

Há uma interligação entre as diferentes esferas energéticas universais, nas quais se insere o ser humano e tudo aquilo que se materializa e pode ser visto ao olho nú. Os chamados mundos paralelos são bem reais para muitas pessoas. Assim como existem pessoas mais evoluídas que outras, existem espécies vegetais e pessoas mais sensíveis podem mesmo falar com as plantas e entrar em suas dimensões de conhecimento, quase sempre relacionadas com a cura do ser humano, o maior inimigo. Alguns sistemas de floral foram materializados pela espiritualidade através da mediunidade de alguns canalizadores de florais. Outros foram criados por imitação dos já existentes, pela leitura das flores ou pela utilização do conhecimento da fitoterapia.

Quando a gente fala que há séculos existe esse conhecimento, alguns estudiosos da medicina alopática viram os olhos para cima, em um gesto de desprezo. Isso não é nada mais nem nada menos do que um gesto de ignorância, ou seja, ausência de conhecimento, retirado da própria medicina por interesses econômicos. As bibliotecas públicas brasileiras são pobres e desprivilegiadas, tanto do amparo governamental quanto do cuidado popular, mas existem bibliotecas em outros países onde há bastante material de estudo nesta área. Em outros países, há o conhecimento de que a biblioteca pública é sinônimo de desenvolvimento, emprego, educação e acesso aos desprivilegiados econômicos, a grande massa da população. Disponibilizar livros com conteúdos do conhecimento popular é uma necessidade vital e isso falta no Brasil inteiro. Há inúmeras escolas públicas sem bibliotecas nem para a consulta simples de alunos e professores, quanto mais para leitura especializada nas terapias complementares.

Outro descaso fica por conta das editoras. A maioria não se interessa por publicar livros educacionais e as “novas” terapias, como a Terapia Floral, sofre com essa ignorância. A maioria não manda exemplares gratuitos para as bibliotecas públicas ou nem sabem que elas existem. Não há livros disponíveis nas poucas bibliotecas e grande parte da população não tem como tirar dos limitados salários um montante para a aquisição de livros. Essa cultura da pouca leitura está formando seguidores e a internete já ocupa espaços na leitura do que nada ensina. Os livros existentes nessa área são caros. Por que será que o país que exporta madeira para a fabricação de papel vende livros tão caros? Alguns escritores brasileiros têm que pagar do próprio bolso para ter seus livros publicados…! 

Como terapeuta, tenho visto bons colegas deixarem de trabalhar porque não conseguem custear livros para o continuo aprendizado nem dispõem de bibliotecas públicas para a pesquisa. Isso significa que muito talento está sendo desperdiçado no país inteiro e as futuras gerações vão pagar caro por esse descaso. Sim, as flores falam e curam. É um reino encantado e maravilhoso. O país é um dos mais ricos do mundo em variedades vegetais, colocado à disposição pelos senhores do universo mas seus filhos brasileiros não acordam para essa realidade. A Terapia Floral faz milagres reais, simples, baratos e profundos, que modificam vidas com gotinhas debaixo da língua. José Joacir dos Santos é psicoterapeuta e  trabalha com florais há dez anos. jjoacir@gmail.com

 

Terapeuta canaliza floral em Manaus

Por Diva Maria Neves Vale, Terapeuta Floral

 

flor-rainha-da-noiteQuando os mestres dizem sim, não temas; confia.

 

Dois mil e nove. Uma soma igual a onze, o número do mestre. Foi sob esta influência que iniciei meu ano de chama dourada, a chama da Bem-Aventurança.

 No dia sete de janeiro, literalmente senti o chamado para sintonizar uma flor que há muito tempo vinha me extasiando com sua beleza e movimento: a Rainha da Noite (Hylocereus undatus), uma cactácea de hábitos noturnos que nos presenteia com um grande espetáculo em uma única noite.

 Relutei com a idéia de fazer o floral porque nada do que dizem os entendidos no assunto fazia sentido naquele momento para mim. Portanto, achei melhor não me aventurar. Mas, algo mais forte que a  minha vontade me induzia ao movimento e, assim, aos poucos, fui permitindo essa energia fluir.

 Era uma noite atípica para sintonizar um floral. Naquele momento, eu não tinha uma  vasilha de  cristal, não era dia de lua plena, a noite estava chuvosa, o céu nublado e sem lua aparente. Nada parecia combinar com as literaturas sobre o assunto e eu vacilava, insistindo em resistir e dizer que não era o dia nem o momento certo. Mas ouvi uma voz interna me dizer que esse era o dia. O dia certo é o dia que É!

    Percebi que não havia saída nem desculpas. Algo estava sendo enviado para mim e eu tentando escapar, agarrando-me a crenças impostas pelo meio e absorvidas por mim ao longo da vida. Percebi novamente que eu estava sendo guiada  para realizar algo, independente da minha vontade. Então relaxei e me deixei levar pela intuição para perceber o recado do deva da flor.

    Durante parte da noite observei o balé das flores e o que elas tentavam me dizer. Fotografei o processo passo a passo até o momento de colocá-las na vasilha com água à meia noite, em sua plenitude máxima. Neste momento mais uma vez a resistência tomou conta de mim, pois não queria interromper o processo das flores. Quanta beleza e magia elas transmitiam! Foi quando ouvi novamente a voz interior dizer: “Apego! Desapegue-se. É necessário fazer o que deve ser feito: a ação, o movimento”.

    Obedeci. Mas, logo me encontrei diante de outra questão: a lua. Não havia lua. A noite era nublada, lua escondida e eu precisava decidir sobre o método de feitura. Fervura ou lunar? Eu sentia que era lunar, mas cadê a lua?

    Deixei-me levar pelo movimento, pois nada dependia da minha vontade. Sentia-me guiada e completamente tomada pela energia. Ergui a vasilha com as flores em direção onde a lua presumidamente estaria naquela hora e ofereci com  toda a minha força interior e fé ao Universo, à energia lunar, ao feminino, à deusa, ao mestre que me guiava. Como resposta, a lua, que estava escondida, por um breve momento, apareceu. Brilhante. Linda, como se dissesse: “SIM! aceite este presente.” e, em seguida, ficou encoberta novamente.

   Tomada ainda pela emoção, agradeci ao Universo pela parceria e pelo grande sentimento de leveza, compreensão e sensação de missão cumprida neste momento especial. Mesmo que a principio tenha sido incomum e estranho, mas é assim que os ensinamentos do caminho sagrado se apresentam. Basta confiar!

    Reflexão: 

Quantas vezes durante o processo duvidei do meu merecimento e fui praticamente empurrada a fazer o que era necessário ser feito?

 Isso me trouxe a  certeza de que não estamos sós, que quando somos atraídos e nos sensibilizamos com a beleza de uma flor, isto pode ser um sinal de que ela  tem alguma mensagem para nós. Ao permitirmos que nossa alma entre em contato com essa energia, pode ser o início de uma cura pessoal ou comunitária.

 Quantos sentimentos durante o processo puderam ser avaliados: apego, resistências, falta de confiança no fluxo da vida, na voz interior… E para todos esses sentimentos e questionamentos apenas uma resposta: confiança!

  

Amissão da flor: Desapego e individualidade. A rainha da noite veio para  libertar-nos do apego emocional, nos fazendo perceber  o que é amor e o que é apego.

Ao assumirmos a posição de observador percebemos que é necessário desapegar-se de todo aprendizado prejudicial a nossa evolução na terra. Sairmos da condição de vítima para nos conectarmos com a originalidade da nossa alma, resgatando nossa individualidade, trabalhando em   nós o que estava dividido, nos separando do nosso ser original.

    O floral Rainha da Noite faz um alinhamento dos chacras, trabalhando principalmente os chacras inferiores, que estão relacionados à nossa sobrevivência e aprendizado neste plano, para então subir, como o acordar da kundaline, nos conectando com os superiores, mostrando-nos o real caminho de casa. É o voltar para casa, para a origem e propósito da Alma.

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Este trabalho se junta a outas especialidades da Terapeuta, que é sucesso em Manaus. Clique na foto para ampliar.

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Livros recomendados

Os livros aqui recomendados são básicos para a biblioteca do Terapeuta Floral:

1) Os remédios florais do Dr. Bach - de Judy Howard. Este livro tem o passo-a-passo e é também chamado de Guia Completo para Prescrições. Veja que o Terapeuta Floral não faz prescrições mas o livro é fiel aos manuscritos do Dr. Bach. Editora Pensamento. Carece de atualização mas é básico.

2) Dicionário dos Remédios Florais do Dr. Bach - de T.W. Hyne Jones. Este livro traz os “aspectos positivos e negativos”, mas é porque o autor não soube se expressar. Na verdade se refere aos dois lados de cada floral, isto é, quando o cliente tem um aspecto que precisa corrigir para positivo ou quando tem um excesso que precisa se equilibrar.

3) A Astrologia e os Remédios Florais do Dr. Bach - Os doze remédios do zodíaco, de Peter Damian, Editora Pensamento. A recomendação deste livro é limitada porque sabemos que a personalidade não está limitada ao zodíaco, assim como todos os aspectos emocionais de cada pessoa a não ser que o indivíduo queira limitar a si mesmo a só um aspecto da sua vida.

4) As essências florais e a hierarquia divina, de Neide Margonari. A criadora dos Florais de Saint Germain se sobressai na história da Terapia Floral porque investe toda sua energia, tempo, trabalho, dinheiro e dedicação a um sistema que é utilizado em vários países, com sucesso, utilizando flores nativas. Este livro é básico mesmo, o Terapeuta Floral precisa entender a complicada ligação da energia das flores com o universo inteiro, incluindo aí a espiritualidade, coisa que muito sistema floral ignora, talvez pela limitação intelectual dos seus criadores ou por preconceito ligado à ciência oficial. Editora Florais e Saint Germain, 2a. edição.

5) Florais da Amazônia - De Maria Alice Campos Freire e Isabel Facchini Barsé. Este é o livro básico dos Florais da amazônia mas é interessante que o terapeuta leia, especialmente pelo contexto em que esse sistema existe.

Rompendo o passado com Laurus Nobilis

laurus-nobilisPor José Joacir dos santos

Margarida nasceu no interior de Minas, em uma família pobre mas limpa, trabalhadora, honesta e inteligente. Foi criada com seis irmãos homens. As condições financeiras era bem limitadas, tanto pelo nível educacional da família quanto pela quantidade de pessoas a serem alimentadas e cuidadas. O pai tinha responsabilidade mas, como a maioria dos pais de sua geração, deixava a criação dos filhos para a mãe, dividida entre os afazeres e os filhos. Margarida lembra que mesmo sendo a única filha, não conseguia chegar perto do pai. A mãe se desdobrava como podia pra dar conta de sete filhos, cada um com um ano ou menos de diferença entre o próximo. Sendo a caçula, Margarida tinha certa proteção da mãe diante das brincadeiras e dos jogos de infância dos seus seis irmãos. Além das responsabilidades de criação dos filhos, da casa e do marido, a mãe fazia queijo para completar a renda familiar.

Aos poucos os irmãos cresceram, casaram e Margarida ficou. Todos os meninos podiam ter namoradas mas todo rapaz que Margarida se interessava a mãe cobria ele de defeitos. “Os meninos tinham medo dos meus irmãos” e alguns dos irmãos intimidavam os candidatos a namorado da mocinha. O pai nunca se envolveu nas questões afetivas dos filhos e talvez nem soubesse o que significava isso. Quando faleceu, de acidente, pouco foi lembrado, “porque não tinha do que lembrar, além dele ser o pai e fazer a feira”. Com o falecimento do pai, o processo de menopausa da mãe e os irmãos indo morar em outras cidades, a mãe de Margarida se voltou completamente para a filha e “aos poucos eu me tornei a mãe e ela a filha”. Com essa transferência de identidade, a vida de Margarida era a fabricação de queijos.

Aos vinte e oito anos Margarida não tinha tido uma experiência afetiva concreta com namorados porque tinha a mãe vinte e quatro horas na sua cola. Depois que a mãe faleceu, um ano depois do marido, “fiquei perdida, sem saber o que fazer de mim mesma”. Os irmãos mais próximos intensificaram suas pressões para Margarida casar e “eu casei com o primeiro que perguntou se eu queria”.  Claro que o casamento foi um desastre. Três abortos e finalmente um menino sobreviveu. Margarida se separou do marido na primeira tentativa dele de agredi-la fisicamente com ciúmes do menino, o próprio filho.

Sem perceber que estava repetindo o ciclo emocional da mãe, aos 59 anos Margarida não larga o pé do filho, que já é casado. Interfere até no cheiro da sopa que a nora faz. Sem coragem de partir para uma nova relação afetiva, todo namorado que arranja não dura muito porque ela cobre eles de defeito. Margarida não tem consciência do nível de medo que segura o lado emocional dela, traumatizada pela convivência familiar e que ela sozinha não sabe como se libertar. Começa a fazer terapia mas quando percebe que tem que enfrentar sozinha a programação emocional acumulada com o tempo, Margarida recua. Em um exame de rotina, é achado um tumor no estômado. Margarida é operada, o tumor não é malígno,  e volta para a terapia, arrependida, mas ainda muito insegura e incrédula  porque não tem consciência que é ela quem é responsável por sua própria cura.

O terapeuta aproveita e condiciona a volta dela à terapia se ela aceitar a tomar florais paralelamente. O primeiro floral indicado foi Laurus Nobilis, do Floral de Saint Germain. Três dias depois, Margarida liga para o terapeuta dizendo que sonhou a noite inteira partindo um monte de queiros redondos. Não era simplesmente cortar os queijos, ela disse que eles estavam em um mesa, ela pega uma faca grande e parte eles com muita raiva. Os pedaços caem pelo chão e ela continua partindo “até o último pedaço”. O sonho partindo queijos se repetiu mais duas vezes e Margaria tudo que sonha é partindo, cortando, separando, destruindo. As sessão se intensificam e Margarida passa a se recordar de coisas que ela diz “jamais ter pensado na importância delas”.

De acordo com o livro “Repertório”, dos Florais de Saint Germain, Laurus Nobilis proporciona o rompimento “com o passado. Vai aos medos mais profundos” e “posturas condicionadas”. Margarida, em sonho, pega uma faca e parte os queijos em pedaços “com muita raiva”, o que reflete a beleza da Terapia Floral e da essência certa no momento certo. (a flor que ilustra é de Laurus Nobilis)

Mensagem do Hornbeam

hornbeamPor Flaviana de Cássia Salomão e Araújo 

       Quantos de nós deixamos algo para fazer neste ano? E o quanto deixamos de realizar no ano que passou porque “resolvemos” deixar a realização de nossos ideais para depois do Natal, do Ano Novo e quem sabe até para depois do carnaval?

            Tudo isso já passou e está mais do que na hora de refletirmos sobre este comportamento. Será que essas datas nos impediam mesmo de realizar algo? De iniciar um novo projeto? Ou quem sabe de colocar em prática uma mudança de hábitos há muito desejada? Que sentido tem este comportamento de adiar as coisas que pretendo fazer? O que significa isso para mim? São questões significativas para obtermos respostas que nos levam a uma visão mais ampliada de nós mesmos.

            Por uma questão cultural, em alguns casos, estas datas dificultam nossas realizações. Seja porque nestas épocas nós e ou a maioria das pessoas estamos mais interessados em programar viagens, encontros e festas; seja porque estamos muito ocupados com a compra de presentes; ou ainda com a preparação para provas de final de ano e vestibulares; seja porque tanto no final quanto no início do ano muitas pessoas não estão disponíveis, estão de férias, viajando, etc.; seja porque nos primeiros meses temos muitos compromissos financeiros e evitamos qualquer tipo de investimento. Qualquer motivo poderá influenciar e justificar nossas decisões e iniciativas.

            No entanto, existe também um movimento psíquico que se reflete em nossa dinâmica de vida. A partir desse movimento, agimos e reagimos de uma mesma maneira em situações diversas da vida sem percebermos ou tomarmos consciência de nossas atitudes.

No exemplo acima, esse comportamento de deixar para depois “pode ser” uma fuga baseada no falta de força mental e física para realizarmos aquilo que a vida nos pede. A vida e as solicitações cotidianas passam a ser sentidas como um fardo. Sentimos que uma parte nossa  precisa fortalecer-se antes de realizarmos o trabalho. Não acreditamos em nossa força interior. Inseguros,  buscamos essa força fora de nós e esperamos que ela chegue com o tempo. Com isso, perdemos a energia criativa e o tempo passa… E como passa!!!

Esse comportamento pode ser passageiro, típico de uma situação de vida qualquer, ou um modo de ser, arraigado ao longo da vida.

Refletindo sobre isso, resolvi escrever sobre a Essência Hornbeam, do Sistema Florais de Bach, para lembrar que, em momentos assim, podemos nos valer dessa essência para resgatar nossa força interior e nos deleitarmos com ela.

Segundo a Dra. Carmem Monari, em seu livro: O Despertar da Alma com os Florais de Bach, a Essência Floral Hornbeam trabalha e potencializa a Energia Criativa, a Força Construtiva, a Energia da Organização do caos no Cosmo. É o fogo que organiza a matéria.

O Hornbeam é indicado para a fadiga mental, mais do que física, para aqueles que acordam e duvidam de sua capacidade para enfrentar o dia de trabalho, acham difícil enfrentar a rotina. Os que precisam de Hornbeam podem estar com excesso de trabalho ou ter a sensação de falta de prazer no dia-a-dia.

Quem de nós não conhece a sensação provocada pelo despertador ao soar na segunda-feira anunciando um ritmo enfadonho a ser enfrentad durante a semana, que já nos é familiar e monótona, que embora traga consigo suas exigências, não demanda tanta responsabilidade autêntica. Mil coisas para fazer e acompanhar, algumas conhecidas e repetitivas, outras nem tanto, e outras, às vezes, totalmente novas. O que visualizamos é uma pessoa com poucas forças para enfrentar uma montanha que se coloca diante de nossos olhos, mas que precisa ser escalada. E acaba sendo, apesar do estado de exaustão do plano mental, sem qualquer recompensa dos outros planos físico, emocional e financeiro.

Esta fadiga é característica do homem moderno que consome muito e produz pouco. Recebe muito mais informações do que é capaz de assimilar, se encarrega de inúmeras obrigações, muito maiores do que as que seu tempo pode dar conta. Precisa manter uma imagem muito além da que realmente tem. É isso que nos faz levantar com a cabeça pesada, pois acumulamos no campo mental tudo que nos cobramos, e não reservamos energia nem mesmo para planejarmos nossas ações, nem verificarmos as saídas saudáveis.

A vida atual passou a ser tão padronizada que até mesmo o lazer, os finais de semana e as férias têm que seguir um padrão estabelecido, parecendo mais uma obrigação do que uma diversão. Com isso, o cansaço mental surge antes do cansaço físico e, as realizações acabam sendo muito menores do que as exigências internas.

Essa fadiga pode desaparecer ao simples surgimento de algo novo, diferenciado de nossa rotina mental, o que nos faz crer que o cansaço mental é, em grande parte, causado por nossas próprias exigências. Determinamos limites muito estreitos, ouvimos pouco nossos impulsos interiores porque estamos presos a padrões familiares, sociais e profissionais. Privamos de oportunidades de desenvolvimento e daquilo que torna a vida essencial e digna de ser vivida. O resultado é um défict energético.

Segundo Mechthild Scheffer, “os sensitivos descrevem as energias da Flor de Hornbeam como um chuveiro frio refrescante” capaz de igualar e tonificar os níveis individuais de energia. Já se disse também que a essência enrijece a espinha, a cabeça torna-se clara e as percepções mais vívidas e assim, os impulsos do Eu Superior voltam a atravessá-la e a pessoa redescobre a maneira de alternar atividade e passividade. Com ela a vida e o trabalho voltam de novo a ser um prazer, porque a pessoa passa a ter a certeza de que terá a força suficiente para realizar o que deseja. Com isso, recupera a vivacidade mental, vitalidade e espontaneidade para a vida voltar a ser desfrutada com prazer. O dia de trabalho vai ser vivenciado com energia e clareza.

Hornbeam nos prepara resgatando nossa força interior para termos atitude e sentirmos prazer na ação.

Desperta em nós o deleite, É a vida e o Amor que vêm da essência para dar a sensação de plenitude e participação na vida. No estado positivo de Hornbeam podemos até ficar parados, mas é sentindo prazer interno, nunca por cansaço ou desânimo.

Restaura nosso equilíbrio porque integra as partes de recepção de energia com a ação com direção, permitindo a realização do trabalho com força interior. Ela nos toca quando estamos  vivendo só o lado material e sentindo o trabalho como um fardo pesado, porque não estamos  conectados com o lado espiritual, com nossa essência.

  Leva-nos à disponibilidade, usando nossa própria energia com Vontade, Amor e sabedoria.  Ajuda-nos na realização das ações orquestradas por nossa Alma, na realização do trabalho da Alma e não apenas do trabalho do corpo. Ajuda-nos a sair do nosso egoísmo, pois em estado negativo, sentimo-nos cansados para ajudar o outro e só pensamos nas coisas materiais que podem nos dar prazer.    

 Como resultado surge a abundância, porque passamos a receber tudo que vem da Terra, da natureza com toda a vida que nos é oferecida no dia-a-dia. Passamos a ter energia suficiente para nutrir nosso corpo material e para absorver toda a energia de vida dos alimentos, do ar, da água e de todo contato com as pessoas. Torna-nos receptivos e, quando estamos plenos temos mais disposição para nos doarmos ao outro.

 

A falta da energia de Hornbeam pode levar à deformação estrutural do nosso corpo: deformações ósseas da coluna, ossos que crescem em lugares atípicos, deformações nos pés e nas mãos, problemas nas articulações; ou do ambiente externo, falta do senso de organização. Em estado negativo podemos sentir cansaço, preguiça, desânimo, apresentar anemia e musculatura flácida, pois a energia fica estagnada no chacra de base e não consegue subir.  Podemos ainda, ir para o outro extremo: termos o corpo bem estruturado e cultuarmos o corpo, fazer exercícios, musculação, etc. Cuidamos do externo, mas nos falta o prazer interno, que pode manifestar-se numa insatisfação profunda. 

No âmbito do pensamento, quando há falta dessa energia, nossa mente pode ser organizadora dos espaços externos e termos facilidade para ganhar dinheiro e ocuparmos cargos, mas a vida acaba se transformando num fardo pesado, sem sentido e sem prazer, porque não despertamos o prazer interno.

Ainda por sua falta, adolescentes e crianças adotivas podem apresentar má formação corporal e alergia que vai e volta, sem força para sarar. Em adultos pode refletir como cansaço nas pernas; vícios, por depressão na tentativa de preencher o vazio e nas pessoas que ficam muito no espiritual e se esquecem da matéria, do corpo, bem como naquelas que trabalham muito, sem descanso e sem lazer.

Algumas medidas de apoio podem ser adotadas para nos ajudar a sair desse estado negativo: Quebrar a rotina; praticar atividade física compensatória, sem estabelecer metas muito altas; seguir espontaneamente idéias repentinas (ouvir a intuição); e mudar o cenário de vida.

Alem disso, podemos fazer afirmações positivas tais como:

- “Sinto-me desperto e vigoroso”

- “Seguirei meus impulsos espontâneos”

- “Farei o que me der prazer. E tudo o que eu fizer me dará prazer”.

O aprendizado dessa essência é que cada atuação traz a oportunidade do aprendizado.

·         Precisamos ser fortes como o Hornbeam para assumirmos a vida que nos é apresentada.

·         Precisamos estar disponíveis para experimentar a vida e enxergarmos nossa utilidade.

·         Precisamos ser grandes o suficiente para despejarmos sobre os que passam em nossas vidas uma cascata de energia vital revigorante.

·         Precisamos ser maleáveis para servirmos aos outros e adaptarmos ao Cosmo para atender as necessidades do mundo.  

Com isso, vamos aprender:

·         Ser determinados para o trabalho,

·         Ter utilidade variada,

·         Desenvolver nossa força e resistência

·         Ter disponibilidade para servir e capacidade de adaptação.

Flaviana de Cássia Salomão e Araújo é Terapeuta Floral, flaviana33@gmail.com.

Observação: Hornbeam é uma das 38 essências florais do Sistema de Florais de Bach. Veja a foto da árvore de Hornbeam, como é forte, segura, centrada!

Floral tem o código básico da cura universal

Por José Joacir dos Santos                

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Desde o primeiro dia que vi floral na vida, há muitos anos, jamais deixei de tomá-los. O uso de ervas, flores, raízes e frutos sempre foi uma tradição na minha família, pelo menos até onde lembrava minha Bisavó, que viveu em um mundo só de produtos orgânicos e morreu com 103 anos. A minha infância foi como um encanto, direcionada para a natureza e sua beleza simples. Quando decidi ser terapeuta, a presença dos florais no meu processo de aprendizado, treinamento, aperfeiçoamento e estabelecimento foi fundamental. Utilizei e testei inúmeros florais e sistemas de florais, brasileiros e estrangeiros, mesmo sem necessidade porque a minha atração com eles sempre fui grande e prazerosa. Não só ingeri florais. Também usei em ferida, cosseira, corte, e em qualquer manifestação externa sobre meu corpo físico. O interessante é que utilizei qualquer floral, aquele que estivesse disponível na hora de um corte, por exemplo, e sempre funcionou. Parece existir na vontade da essência floral o código básico universal da cura, cuja linguagem é a mesma, porque vem da mesma origem universal que a gente pode chamar de Deus – mãe-e-pai natureza é um ser vivo e atuante, a imagem e semelhança de Deus mãe e pai. Isso propiciou a abertura dos meus chácras e limpou o canal dos meus corpos sutis para a comunicação extra-sensorial, espiritual ou qualquer outro nome que você queira dar, e criou uma relação de sensibilidade energética muito profunda.

 Felizmente, a minha saúde é muito boa e dos vinte anos de idade para cá dá para contar as vezes que necessitei ir a um médico alopada, especialmente porque eu só utilizo a medicina oriental, até para a prevenção de doenças, juntamente com Reiki. A sensibilidade energética proporcionada pelos florais faz com que qualquer coisa que seja ingerida pela boca tenha uma resposta imediata. Se tomo um chá, vem no meu campo mental a árvore que produziu as ervas. Se tomo um fitoterápico, a mesma coisa. Nunca foi diferente com homeopatia, que arrancou do meu ser várias manifestações de origem genética. O campo mental traz as imagens relacionadas com aquele produto, ao ponto de sonhar com o universo energético relacionado com ele. Posso acrescentar que essa sensibilidade também tem ramificações em Reiki, nas práticas xamânicas orientais, orações e tudo o mais que pratico todos os dias porque tudo está conectado.

 Uma gota de floral pingada no meu chácra coronário tem resposta visual imediata com cores e imagens. É como jogar uma pedra no meio de um lago parado. As ondas energéticas vibracionais se espalham em ciclos por todo o corpo físico, mente, emoção e espírito. Ou então é como um fogo que desce e se espalha por todo o corpo. Nada é mais fantástico, nítido e cheio de mensagem do que os sonhos trazidos pelas essências florais. Acredito que qualquer pessoa possa atingir esse estágio porque eu sou apenas um ser humano mortal, trabalhando as minhas deficiências eternas, em busca do caminho do amor e da luz, como dizia Santa Rosa de Lima (foto). Claro, quem não se abrir para a observação de si mesmo não vai saber fazer a conexão entre sonhos, imagens e acontecimentos à energia desse complemento alimentar maravilhoso chamado floral, nem tampouco se conhecer bem.

 É evidente que, de muito trabalhar o meu ser, vivo com os pés bem apoiados no chão e a hoje já não há mais a luta contra a dualidade dos mundos, mas o meu corpo físico carrega consigo todas as necessidades de qualquer homem, isto é, não criei nem vou criar asas, mesmo porque a experiência humana é incontestavelmente bela. Como é possível gotinhas de floral mexer com toda a estrutura de um homem, assim como cavalos, elefantes, gatos e cachorros? Esta é uma pergunta que felizmente muita gente sabe responder positivamente. A grande coisa do floral é que é compatível com todo tipo de medicação, alimentação, inclusive com aquelas pessoas que inventam ter alergia a álcool – cuja dosagem nos florais é insignificante. Quase toda alergia, como sabemos, é de ordem emocional. Quem tem, guarda e exibe alergias com satisfação, como se fosse uma preciosidade (a minha alergia!), é porque não quer se curar dos atalhos emocionais inúteis a qualquer ser humano, que alguém apelidou de alergia. José Joacir dos Santos jjoacir@yahoo.com

 

 

 

Governo libera 71 plantas medicinais para o SUS

chaPor José Joacir dos Santos

 

A “Agência Folha” publica em 14 de fevereiro matéria assinada por Angela Pinho e Matheus pichonelli, segundo a qual o governo brasileiro autoriza a utilização de mais 71 plantas medicinais nativas para o uso fitoterápico pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com verba federal. Esta é uma novidade que surpreende os profissionais da fitoterapia porque antes desta decisão apenas dois fitoterápicos usavam verba federal, o que significa que o governo começa a acordar para a rica biodiversidade brasileira em termos de plantas mediciais. Quero dizer, só falta o governo liberar mais de 50 mil plantas. Imagine 50 mil plantas sendo utilizadas pelo Sistema Único de Saúde? Seria uma revolução maior do que a que aconteceu na China em 1948 e na India depois da libertação da colônia do Império Britânico. Esses países já provaram que a fitoterapia tem um leque enorme de vantagens, baixo custo, fonte natural (não é química criada em laboratórios) e proporciona milhares de empregos e outros benefícios à população, especialmente a de baixa renda, e, acima de tudo, pode ser utilizada como prevenção da doença.

 

É interessante notar que todas essas plantas agora liberadas pelo governo já são do uso popular há séculos. Será que neste século ainda veremos a liberação das mais de 50 mil existentes e centenas delas já utilizadas pelo povo há séculos? A minha avó daria gargalhada com a lista, especialmente porque ela é óbvia demais e isso significa que vai demorar muito ainda a liberação das mais de 50 mil…

 

Segundo a matéria, “a relação inclui plantas nativas que já são tradicionalmente usadas pela população com fins terapêuticos e que poderão ser cultivadas em pelo menos uma macrorregião do país. Foram selecionadas plantas com potencial para serem utilizadas no combate a inflamações, hipertensão, infecções na garganta, úlceras, aftas, vermes, diarreia, osteoporose, sintomas da menopausa e do diabetes, entre outros problemas de saúde. Entre elas, estão produtos como babosa, usada no combate à caspa e à calvície, camomila (para dermatites), alho (anti- inflamatório), caju (cicatrizante), abacaxi (para secreções), carqueja (para problemas estomacais), pitanga (para diarreia) e soja (para sintomas da menopausa e da osteoporose)”.

 

“Em Cuiabá, já existe um programa municipal que utiliza 20 plantas e orienta os moradores a fazerem hortas em casa. Segundo Isanete Bieski, supervisora do Programa Municipal de Plantas Medicinais e Fitoterapia, da Secretaria da Saúde de Cuiabá, parte das plantas que constam da lista já é cultivada em quintais e utilizada rotineiramente pela população”. “Nos últimos dois anos, o número de prefeituras que disponibilizam medicamentos fitoterápicos pelo SUS subiu de 116 para 350, chegando a 6,3% dos municípios em 2008. O governo, que anunciou em dezembro a aprovação de um programa nacional de plantas medicinais e fitoterápicos, estuda a criação de uma linha especial de financiamento para as pesquisas relacionadas às 71 plantas. Outra ideia é que haja um incentivo para que o plantio seja feito por meio da agricultura familiar”.

 

Veja a relação das “novas” plantas autorizadas: Achillea millefolium, nome popular: Mil-folhas, Dipirona, uso: combate úlceras, feridas, analgesica; Allium sativum, nome popular: Alho,  uso: Anti-séptico, Antiiflamatório e Anti-hipertensivo; Aloe spp (A. vera ou A. barbadensis), nome popular: Babosa, áloes, uso: combate caspa, calvíce e é antisseptico, tira lendia de piolhos e é cicatrizante; Alpinia spp (A. zerumbet ou A. speciosa), nome popular: Colônia, Uso: Anti-hipertensivo; Anacardium occidentale, nome popular: Caju, uso: Antisseptico e cicatrizante, Nanas comosus, Nome popular: Abacaxi, Uso: mucolítica e fluidificante das secreções e das vias aéreas superiores; Apuleia ferrea = Caesalpinia ferrea, Nome popular: Jucá, pau-ferroverdadeiro, ibirá-obi, Uso: Infecção catarral, garganta, gota, cicatrizante, Localização: Centro Oeste e Mato Grosso; Arrabidaea chica, nome popular: Crajirú, carajiru, uso: Afeções da pele em geral (impigens), feridas, Antimicrobiano, Centro Oeste; Artemisia absinthium, Nome popular: Artemísia, Uso: Estômago, fígado, rins, verme (lombriga e oxíuru, giárdia e ameba); Baccharis trimera, nome popular: Carqueja, arquejaamargosa, Uso: combate feridas e estomáquico; Bauhinia spp (B. affinis, B. forficata ou variegata), Nome popular: Pata de vaca; Bidens pilosa, nome popular: Picão, uso: combate úlceras; Calendula officinalis, Nome popular: Bonina, calêndula, flor-de-todos-osmales, malmequer, Uso: feridas, úlceras, micoses; Carapa guianensis, nome popular: Andiroba, angiroba, nandiroba, uso: combate úlceras, dermatoses e feridas; Casearia sylvestris, nome popular: Guaçatonga, apiáacanoçu, bugre branco, café-bravo, uso: combate úlceras, feridas, aftas, feridas na boca; Chamomilla recutita = Matricaria chamomilla = Matricaria recutita, nome popular: Camomila, uso: combate dermatites, feridas banais; Chenopodium ambrosioides, nome popular: Mastruz, erva-de-santa- maria, ambrosia, erva-debicho, mastruço, menstrus, uso: Corrimento vaginal, antisseptico local; Copaifera spp, Nome popular: Copaíba, Uso: antiinflamação; Cordia spp (C. curassavica ou C. verbenacea), Nome popular: Erva baleeira, Uso: Antiiflamatoria, Costus spp (C. scaber ou C. spicatus), nome popular: Cana-do-brejo, uso: combate leucorréia e infição renal, Croton spp (C. cajucara ou C. zehntneri), nome popular: Alcanforeira, herva-mular, péde-perdiz, Uso: combate feridas, úlceras; Curcuma longa, nome popular: Açafrão; Cynara scolymus, nome popular: Alcachofra, uso: combate ácido úrico; Dalbergia subcymosa, nome popular: Verônica, uso: Auxiliar no tratamento de inflamações uterinas e da.anemia; Eleutherine plicata, nome popular: Marupa, palmeirinha, uso: Hemorróida, vermífugo; Equisetum arvense, nome popular: cavalinha, uso: diurético; Erythrina mulungu, nome popular: Mulungu, uso: Sistema nervoso em geral; Eucalyptus globulus, nome popular: eucalipto, uso: combate leucorréia; Eugenia uniflora ou Myrtus brasiliana, nome popular: Pitanga, uso: Diarréia; Foeniculum vulgare, nome popular: Funcho, uso: anti-séptico, Glycine max, Nome popular: Soja, Uso: sintomas da menopausa, oesteoporose; Harpagophytum procumbens, Nome popular: garra-do-diabo; Uso: Artrite reumantoide; Jatropha gossypiifolia, nome popular: Peão-roxo, jalopão, batata-de-téu, uso: antisseptico, feridas; Justicia pectoralis, Nome popular: anador, Uso: cortes, afecções nervosas, catarro bronquial; Kalanchoe pinnata = Bryophyllum calycinum, nome popular: Folha-da-fortuna, uso: furúnculos; Lamium album, nome popular: Urtiga-branca, uso: leucorréia; Lippia sidoides, Nome popular: estrepa cavalo, alecrim, alecrim-pimenta; Malva sylvestris, Nome popular: malva, malva-alta, malva-silvestre, Uso: furúnculos; Maytenus spp (M. aquifolium ou M. Ilicifolia, Nome popular: concorosa, combra-de-touro, espinheira-santa, concerosa, Uso: antiséptica em feridas e úlceras; Mentha pulegium, Nome popular: poejo; Mentha spp (M. crispa, M. piperita ou M. Villosa; Nome popular: hortelã-pimenta, hortelã, menta; Mikania spp (M. glomerata ou M. laevigata), Nome popular: Guaco, Uso: broncodilatador; Momordica charantia, Nome popular: Melão de São Caetano; Morus sp, Nome popular: amora; Ocimum gratissimum, Nome popular: alfavacão, alfavaca-cravo; Orbignya speciosa, Nome popular: babaçu; Passiflora spp (P. alata, P. edulis ou P. incarnata), Nome popular: maracujá, Uso: calmante; Persea spp (P. gratissima ou P. americana), Nome popular: abacate, Uso: ácido úrico, prevenir queda de cabelo, anti-caspa; Petroselinum sativum, Nome popular: falsa; Phyllanthus spp (P. amarus, P.niruri, P. tenellus e P. urinaria), Nome popular: erva-pombinha, quebra-pedra; Plantago major, Nome popular: tanchagem, tanchás, Uso: feridas; Plectranthus barbatus=Coleus barbatus, Nome popular: Boldo; Polygonum spp (P. acre ou P. hydropiperoides), Nome popular: erva-de-bicho, Uso: corrimentos; Portulaca pilosa, Nome popular: amor-crescido, Uso: feridas, úlceras; Psidium guajava, Nome popular: goiaba, Uso: leucorréia, aftas, úlcera, irritação vaginal; Punica granatum, Nome popular: romeira, Uso: leucorréia; Rhamnus purshiana, Nome popular: cáscara sagrada; Ruta graveolens, Nome popular: arruda; Salix alba, Nome popular: salgueiro branco; Schinus terebinthifolius = Schinus aroeira, Nome popular: araguaíba, aroeira, aroeira-do-rio-grande-do-sul, Uso: feridas e úlceras; Solanum paniculatum, Nome popular: jurubeba; Solidago microglossa, Nome popular: arnica, Uso: contusões; Stryphnodendron adstringens = Stryphnodendron barbatimam, Nome popular: Barbatimão, abaremotemo, casca-da-virgindade, Uso: Leucorréia, feridas, úlceras, corrimento vaginal; Syzygium spp (S. jambolanum ou S. cumini), Nome popular: jambolão; Tabebuia avellanedeae, Nome popular: ipê-roxo; Tagetes minuta, Nome popular: cravo-de-defunto; Trifolium pratense, Nome popular: trevo vermelho; Uncaria tomentosa, Nome popular: unha-de-gato; Uso: imunoestimulante, antiinflamatório; Vernonia condensata, Nome popular: boldo da Bahia; Vernonia spp (V. ruficoma ou V. polyanthes), Nome popular: assa-peixe; Zingiber officinale, Nome popular: gengibre, Uso: tosse. Observações: a aplicação medicinal depende da parte da planta utilizada (caule, semente, fruto etc). Fontes: Ministério da Saúde (para os nomes científicos), estudos e Secretaria Municipal de Cuiabá (para nomes populares e usos possíveis)”. José Joacir dos Santos é Fitoterapeuta jjoacir@gmail.com

A Deusa da Compaixão e os florais

kuan_yin-150x150Por José Joacir dos Santos

Na milenar China, a leitura e a escrita eram privilégios de monges em seus monastérios e da elite governante em seus palácios. Os templos utilizavam das imagens pintadas e da simbologia mitológica para passar os ensinamentos sagrados tanto quanto a medicina, que ainda hoje a oficial é a tradicional, isto é, a holística. Os gestos e as mãos conservaram a importância dada no budismo tibetano (mudras) para expressar o mais significativo. Isto é, quando começar a “ler” uma tanka (pintura de uma entidade), por exemplo, se deve começar observando o que a figura pintada tem nas mãos.

Não me surpreende que a energia da compaixão e do perdão de Kuan Yin tenha inspirado, ao longo dos séculos, os pintores, insistentemente, a pintá-la segurando ramos de salgueiro, ou circundada por eles, ou com ele impresso em suas vestes ou ainda, mais simbolicamente, junto ao “doce orvalho” do vaso que sempre carrega consigo. As ervas medicinais sempre foram a base de sustentação de toda a cultura asiática pré e pós budista. O “doce orvalho” da compaixão, associada ao Salgueiro, é o recado perfeito.

Onde será que o Dr. Edward Bach buscou inspiração para a criação de Willow (salgueiro)? Não posso afirmar nada, mas é curioso, especialmente quando se sabe que o Império Britânico tinha domínios na Ásia, incluindo Hong Kong. A essência floral Willow, do sistema do Dr. Bach, é indicada para ressentimentos, rancor, amargura, sentimento de injustiça pela vida, exatamente o que prega Kuan Yin com o seu “doce orvalho”. Será que Kuan Yin inspirou o Dr. Bach? Tudo é possível neste mundo!

Os aspectos positivos do floral são: otimismo, positivismo, assumir a responsabilidade por sua própria vida e felicidade. A mensagem de Kuan Yin não é outra senão compaixão e perdão, reabilitação do amor interior que leva à plenitude da alegria e da felicidade, o caminho para a aceitação e a correção das imperfeições e desenlaço dos nós cármicos!

Por que será que o “doce orvalho” é colhido nos ramos do salgueiro? Martin Palmer, Jay Ramsay e Man-Ho Kwok, dizem no livro “Kuan Yin, Myths and Prophecies of the Chinese Goddess of Compassion”, publicado em 1995, que “o ramo de salgueiro é o importante símbolo das virtudes no budismo chinês (eu diria oriental). Tem a reputação por sua habilidade de se dobrar diante dos mais fervorosos ventos e de se recompor depois da tempestade - humildade e mansidão para atingir a compaixão e o perdão.

O choroso salgueiro também simboliza compaixão pelas doenças do mundo, as quais são exemplificadas nos ensinamentos budistas, notavelmente no Lótus Sutra”, um dos mais antigos textos sagrados do budismo. O salgueiro é também um antigo símbolo chinês da fecundidade e assim naturalmente associado a Kuan Yin, que é freqüentemente pintada com o que é conhecido como cinto de salgueiro”. A entidade Kuan Yin teve a oportunidade, inúmeras vezes, de não mais reencarnar na Terra mas sempre recusou a oferta. Ela, como um enorme grupo de seres espirituais, tem um grande amor pelo planeta e cada vez mais se compromete a dar um empurrãozinho na nossa evolução espiritual, porque sabe que por trás de tudo isso há um grande projeto de luz e amor.

Na Ásia é muito comum mulheres pedirem a Kuan Yin ajuda para engravidar ou na gravidez. Os autores acrescentam que o salgueiro é um importante elemento no xamanismo chinês, usado em exorcismo e tido como afastador de demônios. Olhe bem para as pinturas acima, que ninguém sabe quantos séculos têm, e veja o que ela nos mostra! Nas pinturas de mais de 600 anos nas cavernas chinesas, Kuan Yin aparece sempre com o cinto de ramos de salgueiro. José Joacir dos Santos é fitoterapeuta e Terapeuta Floral jjoacir@gmail.com

Essência floral depende da sintonia do seu criador

flor-com-borboletaPor José Joacir dos Santos

A minha experiência com florais, nos últimos seis anos, tem sido intensa,gratificante, surpreendente e satisfatória. Acompanhei de perto o desenvolvimento emocional de muitas pessoas, seus familiares e animais de estimação. A energia irradiada pelos florais atinge toda a família e quem estiver vivendo na mesma moradia, inclusive os animais.

Por exemplo, a minha gata Isis, da raça Sagrado da Birmânia, era arisca e vivia se escondendo debaixo dos móveis. Com o uso dos florais de Saint German, que ela detestava porque eu tinha que neutralizá-la para poder colocar as gotinhas na boca, a “personalidade” dela desenvolveu-se e se tornou doce, calma, amável e companheira. Já o meu cachorro, da raça Golden Retriever, os florais Healing Herbs eram mais eficientes e ele adorava tomar florais. A nível pessoal, experimentei todos os florais do Sistema de Bach (e Healing Herbs), Saint Germain, Himalaia, Floral de Minas e do floral da Amazônia. Um sistema de cada vez e todos esses têm suas força maravilhosa.

Tive também experiências com outros sistemas mas não tão intensas e significantes quanto foram as com os quatro sistemas acima. Com os florais da Amazônia, de Minas e de Saint Germain não dá para citar casos gratificantes e surpreendentes porque foram inúmeros. A nível pessoal, esses três sistemas trabalharam profundamente os meus sete corpos, especialmente os sutis.

O de Minas me atingia mais pelo corpo físico, a energia Chi que acompanha o sangue, como diz a Medicina Chinesa. É impressionante o resultado obtido com o uso dos Florais de Minas s simultaneamente com acupuntura e massagens. Já o da Amazônia teve mais impacto depois que eu já tinha trabalhado as emoções mais ligadas ao mundo físico. Ele abre portas, janelas, portais.

Eu diria que são graus acima do sistema Bach, energeticamente. Se pudéssemos construir uma escada, colocaria o da Amazônia acima do de Bach, a nível energético e sutil. Cada pessoa tem uma experiência. O sistema de Saint Germain vai além do compreensível. É extremamente sutil. Vai nas memórias de todos os corpos. Não encontrei ainda uma pessoa que não se beneficiasse com o uso de florais.

Há os que têm dificuldade de perceber e/ou têm o conceito equivocado de florais – confundem com o que esperam de remédios. Floral não é remédio nem substitui remédios, mas funciona muito bem como co-adjuvante de remédios, não diria que potencializando-os mas tornando o ambiente físico, mental e emocional da pessoa mais propenso para que o remédio funcione. Mas, isso é para quem necessita de remédios e muito pouca gente necessita de remédios farmacêuticos. No início, quando aparecia um cliente que em nada agredita ou diz não acreditar, eu começava com o sistema Bach. Hoje, não faço mais isso. Vou direto no Saint Germain. Espero ele questionar tudo, inclusive se vale a pena está tomando floral, e se for o caso uso o de Minas e o da Amazônia. Deixo que o sistema atue no corpo denso, nas feridas e traga os sonhos mais traumáticos.Espero os resultados e depois sugiro aqueles que as doenças não são visíveis ou não tratáveis pelos médicos, não tenho dúvida: Saint Germain e Amazônia, um de cada vez.

Pessoas que trabalham com incorporações, médiuns, reikianos e ou que atuem com qualquer sistema energético de imposição de mãos, assim como médicos ou terapeuta corporais, onde há contato físico com cliente (enfermeiro, massagista) ou com a mente como psicoterapeutas, psicossomatistas, psicólogos, psiquiatras, viciados em maconha e outras drogas, o caminho rápido é o floral de Saint Germain. É importante não misturar os sistemas e esperar, pacientemente, que a energia do floral entre em harmonia com a energia do cliente. É preciso esperar que cada um cumpra a sua tarefa para, depois de uma avaliação, verificar o que pode ser alcançado com outro sistema, ou não. Também é importante que o terapeuta floral tenha outras habilidades, outros conhecimentos e invista nos estudos e treinamentos especializados. Claro, o grande laboratório, antes de qualquer cliente, é si em mesmo. Para um sistema de florais funcionar tem que haver todo um compromentimento desde a região que as flores são colhidas e processadas até as pessoas que o canalizam. Já falei disso em outros textos e nunca é demais comentar que experimentei florais canalizados por criadores que fumam, por exemplo, e não funcionam comigo. Pode ser que funcionem com pessoas nessa mesma vibração. Não quero citar nomes nem marcas mas já tomei florais de alguns sistemas que não funcionam, especialmente os misturados (essência das flores e outros ingredientes, isto é, reinos vibracionalmente diferentes). Se o criador do sistema tem hábitos, vícios extravagantes, é do tipo brigão por qualquer coisa ou tem um ego mal lapidado, não funciona. É fácil encontrar a resposta para essas questões na história da alquimia. Na gastronomia também é assim: o sabor depende da energia de quem faz a comida. Eu tive que sair de uma organização de florais por causa da energia de uma colega, daquele tipo que inferniza a vida de um contra outro para ver o circo pegar fogo e ela parecer a boazinha…

Nenhuma profissão está vacinada contra esse tipo de pessoa. Tudo é energia e, sendo assim, tudo depende da qualidade e da vibração da energia. Cada um de nós carrega em si mesmo diferentes níveis energéticos: herdados, assimilados, forçados, adquiridos com o tempo e a natureza do comportamento mental. Larguei um sistema de floral por causa do comportamento da canalizadora. Ela queria impor conhecimentos e pensamentos sobre mim. Um belo dia, dois dos florais do sistema dela, fechados, originais, apareceram com formas físicas semelhantes a mosquitos. Como, se o vidro era lacrado? Perguntei ao Oráculo e a resposta foi surpreendente: a pessoa está na vibração oposta à luz… Investiguei e constatei que a canalizadora estava envolvida naquele momento em brigas pelo poder, dentro da “indústria” de florais.

Não hesitei e imediatamente doei todos os florais delas ao jardim mais próximo.Todos somos vulneráveis e a qualquer descuido podemos mudar de polaridade. Por isso que há o velho conselho: olhai e vigiai! Já tive vidros de florais explodindo nas minhas mãos, caindo quando levava à boca, sumindo na prateleira… Também já tive clientes que deixaram cair o vidro no ato da compra, que explodiram na bolsa, que perderam etc. Há interferência de todo tipo porque lidamos com energia do universo inteiro e energia não tem distinção: é o que é. Portanto, quem deseja trabalhar nessa seara precisa primeiro trabalhar a própria seara mental, emocional, física e espiritual.

Há sempre muita bagagem emocional a libertar em cada um de nós. Há quem diga que quanto mais há luz mas a sombra se projeta. Isto significa que, quanto mais você se acha iluminado, mas tem o que iluminar porque quem já se iluminou não tem mais o que “achar”. Sombra é a necessidade do confronto, do apego, da projeção do ego. As flores, por si, não compreendem essa linguagem. Como ficaria o leitor usuário de floral nessa história toda? Feliz, porque tem a minha palavra que o caminho dos florais é o da própria luz, da conexão do nosso ser com própria essência, com aquilo que há de mais sagrado e divino dentro de nós. (a imagem que ilustra este artigo é de Populus Balsamifera, do sistema floral Alaskan). José Joacir dos Santos é fitoterapeuta e terapeuta floral - jjoacir@gmail.com